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Progressão de carreira: como a política de benefícios no plano de cargos e salários apoia o upgrade profissional?

última atualização dia 14 de junho de 2021

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Se você já participou de vários processos seletivos, talvez já tenha ouvido a pergunta “como você se vê nos próximos 5 anos?”. Então, essa é uma forma dos recrutadores conhecerem as expectativas dos candidatos. Principalmente, em relação ao plano de cargos e salários.

Quem está no mercado precisa garantir a estabilidade. Mas para os empregadores também há desafios: como reter os talentos na empresa? A concorrência existe dos dois lados, seja na disputa por uma vaga, seja na manutenção dos bons empregados.

Mas o que isso significa? Na prática, a definição ajuda os analistas de RH a criarem uma boa arquitetura de remuneração. A partir daí, é possível descrever as políticas salariais e as atividades, bem como a organização dos cargos e outros pontos. Assim, os profissionais contam com uma perspectiva de crescimento mais clara.

Por isso, o plano de cargos e salários costuma ser um dos caminhos para o prestígio e a realização profissional. Quer saber como a ideia pode ajudar os profissionais e o RH? Leia o conteúdo e descubra.

O QUE É UM PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS?

Essa terminologia se refere à estrutura da remuneração, a qual descreve de forma detalhada as políticas salariais, responsabilidades, competências, requisitos e outras relações entre os funcionários e os cargos de chefia da empresa.

As empresas que contam com um bom plano de cargos e salários conseguem algumas vantagens, como:

  • Mais motivação dos funcionários;
  • Contribui para a atração de novos talentos;
  • Auxilia no planejamento financeiro da organização e na melhor de desempenho do negócio;
  • Possibilita a transparência e clareza sobre as expectativas para cada função.

Como criar um bom plano de cargos e salários?

Antes de abordar o plano de cargos e salários, é preciso diferenciá-lo do plano de carreira. De forma resumida, enquanto o primeiro define as funções, faixas salariais e competências, o segundo, é voltado ao caminho individual de cada profissional.

Sabendo dessas diferenças, mesmo que sejam fatores diferentes, ambos se complementam e contribuem para o trabalho e desenvolvimento tanto dos profissionais como da empresa como um todo.

Por isso, é preciso prestar atenção em alguns pontos na hora de construir. Para que uma política de cargos e salários funcione, os gestores de RH devem se reunir com suas equipes e:

  1. Analisar o cenário atual da empresa
  2. Fazer uma pesquisa de mercado, coletando as informações necessárias para seu negócio esteja alinhado com as tendências;
  3. Listar e descrever os cargos e funções da empresa;
  4. Fazer um alinhamento da política salarial, definindo o que é necessário para cada colaborador contratado;
  5. Ter uma cultura organizacional consistente, para que os funcionários se sintam como parte do time.

Como uma política de benefícios pode incentivar o crescimento profissional?

Segundo pesquisa do Institute for Business Value (IBV), um em cada dez brasileiros entrevistados deixou o emprego voluntariamente no ano de 2020, sendo que 31% destes também planejam mudar de emprego em 2021. Qual a causa? 29% afirmou que precisava de mais flexibilidade; 26% estava em busca de mais benefícios e 23% não tinha boas perspectivas de progressão de carreira ou segurança no emprego.

Esses dados mostram como o investimento em uma boa política de benefícios contribui para o desenvolvimento da empresa e também incentiva a retenção dos talentos. Logo, os locais que incentivam benefícios flexíveis, simbolizada pelos ganhos não representados unicamente pela remuneração direta, como vale-alimentação, vale-refeição e vale-combustível, tendem a ter melhores resultados.

Uma possibilidade que pode fazer a diferença são os benefícios ligados ao universo das finanças e isso inclui programas de educação financeira e empréstimos, pois a relação com o dinheiro afeta não só a vida pessoal dos colaboradores, como também a profissional. Afinal, a possibilidade de negociar benefícios pode trazer o suporte para um ambiente de trabalho mais feliz e satisfatório.

Nesse caso, a política de benefícios ocupa o papel de aumentar o engajamento dos profissionais. Por exemplo, ajudando a contornar dificuldades financeiras com crédito consignado ou até diminuindo os gastos de locomoção ao trabalho ou de lazer.

Se sua gestão deseja atrair os melhores talentos para criar uma equipe dos sonhos, é importante pensar nesses fatores, nunca se esquecendo dos próprios executivos.

Lembre-se que boa parte dos gastos que exigiria uma parcela do salário dos funcionários é coberta pelas vantagens. Ao investir nisso o setor de RH também sai ganhando, pois diminui indicadores como o absenteísmo e a rotatividade, tornando-se uma forma de incentivar os melhores profissionais a se manterem na empresa.

Portanto, o plano de cargos e salários define boa parte da jornada para o crescimento na empresa. É necessário que os gestores estimulem seus colaboradores a saberem onde estão e onde querem chegar, porque aumentam as chances dele permanecer por longos anos contribuindo para o crescimento da empresa.

Com um plano de cargos e salários bem elaborado, os profissionais entendem mais facilmente quais são os próximos degraus e passam a se dedicar mais. O que está esperando para investir na sua empresa e equipe? Comece agora a investir no bem mais precioso da sua organização: as pessoas.

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