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Negociação salarial: o que muda no IRPF para profissionais e empresas?

última atualização dia 25 de maio de 2021

imposto de renda

O fim do primeiro trimestre deste ano está se aproximando e, para muitos brasileiros, o momento de rever e organizar as finanças já começou: é hora de declarar o imposto de renda. O chamado IRPF costuma trazer dores de cabeça para muitas pessoas devido às inúmeras dúvidas que levanta.

Além disso, as empresas precisam estar atentas aos prazos, pois precisam fornecer algumas informações aos profissionais por meio do Informe de Rendimentos. Trata-se de um documento fornecido pela empresa — mais especificamente pelo setor de RH — aos colaboradores para comprovar, junto à Receita Federal, o salário recebido.

Descubra quem precisa declarar o imposto de renda

As declarações de imposto de renda enviadas entre março e maio (prazo prorrogado) visam fornecer evidências para que a Receita Federal comprove se há sonegação de impostos. Essa é a obrigação anual de todos os proprietários de lucros tributáveis ​​— como salários, rendas de aluguéis ou aposentadoria —, que somam, no mínimo, R$ 28.559,70 anuais.

As pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte (poupança ou saque do FGTS) com renda superior a R$ 40 mil, também devem apresentar declaração.

No momento da declaração, também é possível deduzir as despesas tributárias: assistência médica, educação, previdência privada, familiares (dependentes), INSS, doações, aluguel, entre outros. Portanto, é muito importante recolher todos os documentos que comprovem essas despesas no momento do preenchimento da declaração.

Outro ponto que vale destacar é acerca do aumento de salário. Caso o colaborador tenha recebido qualquer incremento na renda ao longo de 2020, o RH da empresa deve incluir essa informação no Informe de Rendimentos do funcionário. A partir disso, o colaborador deve também informar o aumento recebido na hora de declarar seu IRPF.

Veja como o RH da empresa atua no processo de declaração do IRPF

Conforme citamos, a empresa tem a responsabilidade de cumprir o prazo de entrega dos informes de rendimento, ato essencial para a declaração do imposto de renda de todos os colaboradores.

O empregador também é obrigado a enviar a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte) para a Receita Federal. Nesses papéis, constam as informações de pagamento dos funcionários, bem como as contribuições retidas, como PIS e Cofins.

Caso a empresa não cumpra o prazo para envio dos documentos, será multada. Geralmente, esse prazo termina no final dos primeiros dois meses de cada ano. Portanto, quanto maior o número de funcionários em uma empresa, mais cedo o RH precisa se organizar para entregar todos os informes a tempo.

Aprenda a declarar seu IRPF corretamente e conheça a lista de documentos

Para enviar sua declaração (seja uma declaração obrigatória ou opcional), os funcionários devem fornecer, pelo menos, os seguintes documentos:

  • CPF;
  • Informe de rendimentos, fornecido pela empresa contratante;
  • CPF de possíveis dependentes;
  • Comprovante de despesas médicas, incluindo seguro-saúde;
  • Certificado de despesas de educação;
  • Possíveis documentos de propriedade, como escrituras públicas, documentos de veículos, contratos de venda de propriedade, entre outros.

No entanto, dependendo das outras receitas e despesas do contribuinte no ano anterior à apresentação da declaração, pode ser necessário o envio de outros documentos complementares. Por isso, mantenha todos os seus documentos de renda organizados, de modo a facilitar esse processo a cada ano, além de aumentar as chances de receber uma boa restituição.

Essas foram as nossas principais dicas de como fazer a declaração do imposto de renda corretamente e como o RH da sua empresa pode auxiliar os colaboradores nesse processo. A empresa deve entregar o Informe de Rendimentos aos seus funcionários com todas as informações de ganhos e benefícios preenchidos corretamente. 

Isso evitará que o colaborador cometa erros no momento de declarar seu IRPF. No geral, as regras para a entrega do IRPF continuam as mesmas neste ano. A única mudança foi do Auxílio Emergencial, que consta como rendimento tributável. Por conta da pandemia, o prazo para a entrega do Imposto de Renda foi prorrogado para o dia 31 de maio.

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