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Por que a cultura do seguro ainda não é tão popular?

última atualização dia 15 de dezembro de 2021

Pessoa com caneta na mão e uma folha e a cultura do seguro

A cultura do seguro ainda não é muito popular no Brasil devido a alguns fatores, como a economia do país e a renda per capita da população. Muitas vezes o seguro não é tratado como um investimento e sim como gasto, o que faz com que ele não ganhe o devido valor. Aliás, o país é um dos que têm o pior índice de contratações de seguro no mundo.

Profissionais de RH são capazes de trazer uma nova perspectiva para essa história. Existem empresas que oferecem convênios para a contratação de seguros, como a Ahfin. Assim, fica bem mais fácil para que as pessoas entendam as regras e tenham essa garantia em suas vidas.

A cultura do seguro está em evolução no Brasil, mas ainda não chegou no patamar que possui condições e que deveria estar. Confira a seguir mais detalhes sobre este assunto e os fatos que atrapalham a popularização do tema.

O que é cultura do seguro?

A cultura do seguro não é muito difundida no Brasil principalmente porque as pessoas não sabem a importância desse conceito. Diz respeito a realizar seguros em favor de bens materiais, como carros e imóveis, mas também pode ir além, como seguros para celulares. O seguro de vida, por exemplo, é um dos mais populares.

As empresas encontram dificuldades para explicar às pessoas quais são os riscos, os benefícios, o que está incluso na apólice e o que não está. Ainda assim, é possível perceber um aumento no número de programas oferecidos, como os seguros contra acidentes pessoais, que oferecem cobertura contra incapacidade diária.

Um fator complicador está nos salários dos brasileiros. Conforme estudo da FGV Social, a renda média per capita era de R$ 995 no primeiro trimestre de 2021 no Brasil. Assim, o perfil financeiro do país prejudica o desenvolvimento dessa cultura, já que as pessoas preferem usar o dinheiro com ações que consideram mais importantes.

Qual é a importância da cultura do seguro?

A importância da cultura do seguro está na tranquilidade que as pessoas podem ter ao investir. O mais popular visa proteger os automóveis, que constantemente ficam expostos nas ruas. Então, dão mais segurança contra assaltos e acidentes.

Não muito difundido, o seguro para celular também traz mais conforto para o psicológico das pessoas. Atualmente, o Brasil tem mais de 109 milhões de usuários de smartphones. São verdadeiros computadores, que carregam consigo informações de aplicativos, fotos, arquivos e que, quando perdidos ou roubados,  geram um enorme transtorno aos usuários. Mas que também podem ser protegidos por meio de um seguro.

As empresas podem estimular seus colaboradores quanto à cultura do seguro, por meio de convênios. 

Em resumo, quando as pessoas estão preocupadas com algum assunto, tendem a render menos no trabalho. Isso acontece, muitas vezes, por problemas familiares, imprevistos pessoais ou dificuldades financeiras. Os seguros podem ser aliados para minimizar esses tipos de preocupações e imprevistos causados.

3 fatores que tornam a cultura do seguro pouco popular

O Brasil tem a menor taxa de seguro do mundo. É o que afirma uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford e seguradora Zurich. Por aqui, 19% dos entrevistados afirmaram possuir seguro de vida, enquanto a média mundial é de 32%. O estudo ouviu aproximadamente 11 mil pessoas em países como Estados Unidos, México, Espanha e outros.

Nem mesmo o seguro de automóveis, o mais popular do Brasil, com 80% dos contratos, é tão forte assim. Conforme o mesmo estudo, dos mais de 100 milhões de veículos que há no país, cerca de 25% contam com seguro.

A cultura do seguro vem ganhando força no país nos últimos anos, principalmente aqueles que entregam serviços essenciais ao cliente. Seja chaveiro ou eletricista, as pessoas querem ter a segurança de uma contrapartida material, que vá além do recebimento de dinheiro em caso de um incidente maior.

Confira a seguir fatores que tornam esse assunto pouco comum no Brasil.

1. Econômico

Os seguros são calculados de acordo com o valor do bem. No caso dos automóveis, o valor é baseado no índice de sinistralidade, em que a seguradora avalia alguns riscos que existem do veículo ser roubado ou sofrer acidente. Assim, definem o valor a ser cobrado.

Como a renda do brasileiro não é uma das mais altas do mundo, muitas vezes as pessoas precisam decidir entre o básico e itens adicionais. Os seguros acabam entrando nesta segunda categoria. Embora essa percepção não seja adequada, é o que acontece na nossa realidade.

2. Pouca divulgação

As pessoas sabem que existem seguros de vida, para automóveis e imóveis. Contudo, não há muitas informações sobre as apólices para celulares, de viagens e contra acidentes pessoais, por exemplo.

Mais do que isso, nem sempre as regras são claras. E só de pensar em contratar um seguro, algumas pessoas podem ficar assustadas. Dependendo de qual for, o contrato contará com várias páginas, cheias de cláusulas.

Ou seja, com pouca divulgação e regras nem sempre fáceis de entender, a cultura do seguro não consegue ganhar força no Brasil. As pessoas consomem aquilo que conhecem.

Aliás, nem todo seguro é caro ou o processo de contratação burocrático. Então, mostrar às pessoas que é uma opção acessível poderia melhorar a popularização da cultura do seguro.

3. Despreocupação

É comum as pessoas acreditarem que acidentes ou furtos nunca vão acontecer com elas. Isso causa despreocupação com os bens materiais que possuem. E mesmo que o cuidado seja redobrado, ninguém está 100% livre de aborrecimentos.

A cultura do seguro acaba sendo impactada neste aspecto. Esse é um dos motivos que faz com que o tema ainda não seja popular em nosso país, já que a despreocupação é comum.

O seguro deve ser visto como investimento

Países desenvolvidos possuem índices mais altos de contratação de seguros e isso é benéfico à população. Afinal, quando há alguma ocorrência com o bem protegido, é a empresa que arcará com o prejuízo. De maneira geral, isso contribui com o enriquecimento da população.

As pessoas tendem a consumir aquilo que veem na televisão e nas redes sociais, mas os seguros não costumam ter cartaz nestes ambientes. Por isso, o seu RH tem papel importante na popularização deste serviço. Estimule os colaboradores e tenha um convênio que garanta cobertura completa.

E aí, o que você achou deste artigo? Oferecer opções que estimulem a saúde financeira dos colaboradores é uma boa ideia. Pratique em sua empresa, a Ahfin pode ser sua parceira quanto a isto, fomentando a cultura do seguro!